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Mostrando postagens de janeiro, 2013

Neblina da alma

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O frio do fim da madrugada. As nuvens cinzas. A neblina em paisana. Chovia, mas timidamente.  Eu nem sentia os pingos. O vento se fazia presente na forma mais branda e contínua de sua natureza.  Meu corpo planava pela rua. Me sentia num misto de estase e melancolia.  De um lado, bem lá no fundo do meu ser, um súbito pressentimento de que algo não me parecia certo; do outro lado, algo parecia. A minha casa estava longe. A minha dor era enorme.  Minha cabeça não suportava a pressão de pensamentos indo e vindo. Ela doía. Muito.  Cheguei a puxar meus cabelos semi-molhados para trás. Eu soava frio. E soava bastante.  Cadê minha casa? Por que as ruas estão tão extensas? Por que meus pés estão pesados? Por que essa sensação de querer vomitar a alma? As ruas vazias. Onde está todo mundo?  O que estou fazendo a essa hora andando sozinho por essas ruas abandonadas? Onde estão as cores das pessoas?  Minha casa esta...