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Questão de sorte

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Ele não dava sorte. Tinha gente que costumava em sua primeira tentativa conseguir. Embora pudesse ser competência e percepção, não era submetido a ele simplesmente ignorar a sorte. Se por um lado coubesse um pouco de análise, sorte e nem muitos menos competência foram de encontro a ele. Na maioria de suas tentativas as circunstâncias pendiam para o lado frustrante da expectativa, aquele mesmo onde a pá tenta cavar o piso duro. Ainda que em todas as suscitantes percepções puderam promovê-lo ao pensamento de sim, de vai, de deu; por aqui: de não, de novo, de tentar. Ao que fazia trazia sentimento. De corpo até alma. Não fora da estrada: dentro, constante, desmodado. Entretanto, não reduzia-se à apenas isso. Ia mais além. Se o que sentira e se o que planejara pudesse surtir efeito, por que não mais? Por que não ir lá na ponta do pé de manga pegar a mais madura? Por que não ir lá ver no abismo se ele tem mesmo o cheiro de morte ou cheiro de vazio? Ainda na aresta de se...