PERDÃO
Faltava ar. O que era aquilo no reflexo? Havia um borrão no seu rosto, não te reconhecia, seu corpo estava todo fragmentado. Estávamos de mãos dadas a segundos atrás. Agora não estamos mais. Não fazia sentido. Sua risada perpetuava-se num eco canto a canto pelos ouvidos, até que findava-se quando eu tentava encontra-lo. Eu não consigo compreender. O meu sistema deve estar em pane novamente. Eu tinha um plano. Era uma ideia. Eu devo voltar à essa ideia. Talvez a razão esteja lá. Talvez eu saia desse bug . Cliquei. Lembro que queria um pano que não me fizesse espirrar. Não podia ser algo tão fino, mas também não podia ficar tão preso à pele, sufocando meus movimentos e evidenciando meus desleixos pelo corpo. Tinha que ser branco, com mapas pretos que se perderiam por toda a costura e que dariam unidade ao meu estilo. Para os pés, nada ali na loja serviria; para a cabeça a mesma coisa. O alfaiate desenhou-o pela malha, de acordo com a postura que havia pedido. Era de comu...