Pequeno
Curvado em um cansaço onipresente pelo corpo, tentei manter-me na melhor posição que não demonstrasse as pancadas da semana anterior. Era final de semana. Era dia de festa, dia de estacionar a rotina. Em pé. Um braço erguendo as goladas de bebida e o outro repousado no bolso. Caracterizando meu modo de quem estava ali à espreita, à esquiva de qualquer tipo de tentativa de dança que propusesse ao julgamento de ser um péssimo dançarino. Recolhi-me a movimentar meus pés minimamente de cá para lá, não perdendo o compasso de minha timidez. Distante dos banheiros e entre o palco e a multidão, observava o movimento. Era gente que não faltava mais. Movimentações contínuas para todos os lados que cabiam pessoas. Esbarrões sem querer e alguns por querer. Uma selva de tentativas de conquista, de tentar mostrar o seu aparente e insaciável desejo para alguém que ali era a primeira aparição em sua vida. Eu não me perdia em ser disso tudo; eu fazia diferente, de longe. Preferia abusar ...