Às vezes o amor é como um balão
Se sentimos vontade de demonstrar, nos contemos. Se sentimos
desejo e ânsia por um abraço, nos contemos. Se sentimos que precisamos ter a pessoa
por mais tempo, por mais minutos, segundos, milissegundos ou pela eternidade,
nós também nos contemos. Inventamos um freio de mão para nossa felicidade
pensando instantaneamente que o apego exagerado é desnecessário, mas que o
desapego exagerado também é desnecessário. Vivemos na metade da balança onde já
não há mais espaço para tantos indecisos e desamparados.
Para amar não precisa se conter. O amor bom é o exagerado, é
o que o seu coração vazio precisa: de rajadas mais cheias e fortes de paixão.
Ele não precisa ser enchido com miseras gotas. Isso leva a eternidade.
Não é questão de evitar contato, evitar se mostrar interessado
ou apaixonado que manterá o amor vivo. Às
vezes ele é como um balão: é preciso deixar a chama sempre acessa para que ele
nunca se desmanche.

Que lindo isso Tiago, você descreveu de forma simples e surpreendente o que eu penso sobre o amor. O amor é realmente como uma balão, é necessário paciência, destreza e muita fé para manter a chama sempre acesa. O balão só desmancha quando deixamos de cuidar. Lindo texto e Feliz Dia do Escritor ;) beijos.
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